Quando pensamos em cenários extremos, a pandemia vem à mente, mas a verdade é que o mercado enfrenta crises de diferentes proporções o tempo todo. A pergunta crucial é: o quão preparado você está para o inesperado?
Se o seu negócio depende diretamente de clientes — aqueles que entram no seu estabelecimento, compram e que você, talvez, até conheça pelo nome —, o que você realmente sabe sobre o comportamento deles?
Falo de dados estruturados como:
- Frequência de compras;
- Mix de produtos de preferência;
- Ticket médio;
- Horários de maior fluxo;
- Preferências específicas (cor, modelo, tamanho e quantidade).
Em um momento de instabilidade, qual é a sua chance competitiva frente aos grandes grupos?
Os grandes supermercados e provedores de serviços consolidados já possuem os dados dos consumidores. Eles sabem exatamente o que, como e quando ofertar.
Por outro lado, muitos pequenos e médios negócios tornaram-se reféns das plataformas de entrega e logística. Embora essas ferramentas funcionem como uma alavanca de crescimento inicial, elas trazem uma armadilha silenciosa: de quem é o cliente?
O cliente pertence à plataforma. Ele pode até consumir o seu produto, mas você não tem o acesso aos dados dele. A informação, que deveria ser a base estratégica do seu negócio, está nas mãos de terceiros.
Um exemplo prático e recente:
Baixei o aplicativo de uma dessas empresas e aproveitei uma promoção de primeiro pedido para comprar uma pizza.
Recebi o produto, mas a experiência foi ruim. Sabe quando voltarei a comprar daquela pizzaria?
Nunca. E o pior: o estabelecimento sequer sabe disso, porque não tem o canal direto comigo. Quem perdeu o cliente foi a pizzaria, não o aplicativo.
Isso nos traz à reflexão central: o que você entende, de fato, sobre o seu cliente? Em um cenário de crise, quem garantirá a sobrevivência da sua empresa?
Se você ainda não tem o controle dos seus dados, o seu futuro está nas mãos de outra pessoa. Já pensou nisso?
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